Êta domingo arretado! (muito sol, tranquilidade, tentativa de arrumar o quarto…)
Grande Lucas! Este post é a continuação do nosso bate-papo via Twitter. Aliás, gostaria muito de vê-lo opinar e [b]ostar comigo aki!!! haha!
Acabou nesta semana a novela “Cordel Encantado”, de autoria de Duca Rachid e Thelma Guedes. Foi muito gostoso acompanhar a estória declaradamente fictícia de Jesuino e Açuncena. A releitura de contos populares contendo valores univeresais, a velocidade dos pontos de virada em que se barganha a posse do poder dentre as autoridades existentes da trama, alternância no destaque dos personagens, o sotaque, cenografia, vestuário, tudo isso mostra o cuidado e a consciência da obra como algo consciente, até certo ponto, de onde queria chegar.
As telenovelas da Rede Globo, apesar de muitos chiarem, são de alta qualidade e é um traço irrevogável da mentalidade audiovisual de nossa nação. Mas a Globofilms, braço cinematográfico da organização, utiliza essa formula que funciona na tevê, que tem toda uma estética e proposta diferente, no cinema. Aí tem gente que chia, e com razão.
Mas não digo pelo fato de que narrativa cinematográfica e teledramaturgia nunca poderão se fundir e viverem felizes para sempre, alias há muitas coisas que podem ser dialogadas e até mesmo metalinguagens e hibridismos conscientes de cada uma das formas de arte; mas do exagero que a política global impõem como se o filme fosse um “universo expandido” de seus produtos audiovisuais, relegando ao expectador a visão superficial de expressão do qual o cinema proporciona e vem sempre buscando superar.
Mas a intermidialidade possível está cada vez mais presentes. Tiro como exemplo esse comentário da matéria “10 razões que fazem de ‘o astro’ um sucesso” (tenho minhas duvidas quanto ao título):
“MÚSICA E REFERÊNCIAS
Desde a estreia de ‘O Astro’, é difícil não cantarolar ‘Minha pedra ametista…’ A canção, na voz de João Bosco, é uma das músicas da verssão original que foram mantidas. Diretor-geral da trama, Mauro Mendonça Filho, ainda lança mão de outro recurso: referências cinematográficas. Filmes como ‘Watchmen’ e ‘Assassinato em Gosford Park’ já foram usados na novela. Ele ainda cita diretores como Brian de Palma e Quentin Tarantino: São referências, uma veerdadeira salada: vai de Pedro Almodóvar, passando por filmes de Hollywood dos anos 50. Mas a maior dela é a própria Janete Clair. A música também é um outro fator forte de atração”.
Não sei se tal citações são uma tentativa de chamar público ou se é o que ocorre, mas devemos ressaltar que nada está imune ao mundo de imagens que o cinema proporciona, afinal, são mais de 100 anos de produção!
Outra coisa interessante são algumas ousadias estéticas que vejo de vez por outra nas novelas. Veja esta cena de “Insensato Coração”, por exemplo (antes que a Globo tire do Youtube!):
A conversa continua! Comente e no próximo post poderemos desenvolver melhor essas ideias!
Aqle abç do Sr. Arthur
EXTRA
’10 Razões…’ está na pag. 07 do jornal, caderno Revista da TV – Tribuna do Norte do dia 14 de agosto de 2011.